Posts Categorizados ‘alongamento

13
Nov
08

Fascite plantar

pé

A fescite plantar é um dos problemas mais comuns em corredores. É uma inflamação na fáscia plantar, um tecido fibroso que recobre toda a sola do pé, do calcanhar aos dedos. É caracterizada por uma dor localizada próxima ao calcanhar, como se houvesse uma pedra sob a sola dos pés. Essa dor é mais intensa nos primeiros passos pela manhã, ou após longos períodos de descanso, melhorando gradativamente com o aquecimento.

Há diversas prováveis causas da fascite plantar, tais como:

  • Encurtamento da musculatura da panturrilha
  • Musculatura do pé muito fraca
  • Pronação excessiva (pé chato, que vira para dentro durante a pisada)
  • Tênis inadequados à pisada
  • Excesso de peso

Seu diagnóstico é dado após uma ultrassonografia da sola do pé, onde o ortopedista constata uma hiperextensão ou ruptura das fibras da fáscia. É importante realizar esse exame pelo fato de haver outros problemas com sintomas parecidos, como inflamação do tecido adiposo do calcanhar, fratura por estresse no calcâneo, entre outros.

Seu tratamento é controverso. Inicialmente, todos os especialistas recomendam o tratamento da inflamação, com o uso de anti-inflamatórios via oral, spray local e aplicação de gelo.

Alguns médicos recomendam repouso absoluto, utilizando-se de palmilhas caríssimas especiais, feitas sob medida, para uso nos dia-a-dia. Outros já recomendam somente redução nos níveis de intensidade e volume de treinamento, mudança de tipo de piso (normalmente areia ou grama) e indicam o tênis adequado ao tipo de pisada do atleta.

Porém, é na indicação do alongamento da fáscia plantar que está a maior controvérsia.

Eu, atleta que lhes escrevo, tive fascite plantar. Sofri por alguns meses com esse problema. Procurei dois médicos. O primeiro me indicou anti-inflamatórios via oral, a tal palmilha caríssima especial, mandou parar com todo tipo de corrida e até com o ciclismo, podendo somente nadar. E me indicou também uma série de alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha. Parei de correr e de pedalar, tomei os anti-inflamatórios e fiz todos os alongametos indicados (mas não comprei a palmilha caríssima especial). Resultado: a “pedrinha” no calcanhar se tornou um pedregulho.

O segundo médico também indicou os anti-inflamatórios, gelo local e uma palmilha simples, para ser usada no dia-a-dia (e que custou 5 vezes menos que a outra). Indicou também uma série de exercícios para fortalecimento da musculatura dos pés e das pernas. Disse que eu poderia continuar a correr, mas somente em pisos macios e com tênis que controlassem a pronação. Não me passou qualquer tipo de alongamento, dizendo que isso deveria ser feito somente após a total cicatrização da fáscia, como prevenção a uma nova inflamação. Resultado: em 15 dias eu estava curado, treinando normalmente.

Procure um médico ortopedista especialista em esporte. E procure uma segunda opinião. Até uma terceira se for necessário.

A fascite, ao contrário do que dizem, tem cura. E rápida.

O alongamento deve ser realizado como prevenção, e não como forma de tratamento. Não há necessidade de se investir numa palmilha ultra-cara. Há diversos tênis que corrigem a pronação dos pés sem cobrarem mais por isso.

O fortalecimento da musculatura dos pés e da perna – principalmente da panturrilha e da região anterior – também são essenciais para se prevenir a fascite. Com essa região fortalecida, a planta dos pés não “desaba”, impedindo a hiperextensão da fáscia.

Veja AQUI os preços das PALMILHAS ORTOPÉDICAS mais simples, daquelas baratinhas.

10
Nov
08

Pesquisa indica que alongamento pode causar perda de força

alongamento-beneficiosA idéia de que o alongamento é benéfico ao desempenho sofreu mais um golpe

Um estudo da Universidade de Nevada (EUA) mostrou que os exercícios para alongar mais utilizados, chamados estáticos, além de não garantirem a prevenção de lesões, causam perda de força nos membros inferiores.

Publicado na edição de setembro do periódico “Journal of Strength and Conditioning Research”, o estudo foi feito com atletas de alto desempenho. Divididos em grupos, os participantes realizaram alongamentos estáticos (extensão de um grupo muscular mantida por 20 a 30 segundos), alongamentos dinâmicos (extensão de grupos musculares em sentidos opostos em movimentos contínuos) e nenhum tipo de alongamento. Em seguida, realizaram exercícios de salto e flexão do joelho. Com um aparelho, foi medida a força muscular nas pernas.

O grupo que fez alongamento estático apresentou maior perda de força muscular; em menor grau, os que fizeram o alongamento dinâmico também perderam força nas pernas, algo que não aconteceu com os participantes que não realizaram nenhum exercício para alongar os músculos.

É a pedra de cal para a indicação do alongamento pré-exercício? Ainda não. Bill Holcomb, um dos autores do estudo, diz que aumentar a flexibilidade é importante para reduzir lesões, mas que os alongamentos estáticos devem ser feitos depois –e não antes– do exercício.

Holcomb também sugere uma alternativa pré-exercício: atividades para aquecer o corpo todo (como realizar um trote leve) combinadas com movimentos do alongamento dinâmico por um curto espaço de tempo (cerca de dez minutos). Porém, para atividades que exigem o uso máximo da força muscular (como salto em distância), ele desaconselha qualquer alongamento.

O esquema proposto é sustentado por outro estudo, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, dos EUA. Apresentada em julho, a pesquisa, com 1.435 atletas de futebol feminino, mostrou que a realização de aquecimento combinado a alongamentos dinâmicos reduziu quase à metade as lesões de joelhos.

Polêmica

Paulo Zogaib, professor de medicina esportiva da Universidade Federal de São Paulo, acredita que estudos como o que mostra perda de força muscular podem ser válidos para atletas de alto desempenho, mas não teriam grande influência para esportistas amadores.

Para ele, é importante ressaltar o papel do aquecimento antes do alongamento. Embora preconizado por especialistas e professores de educação física, são poucos os praticantes que seguem a recomendação.

“Aumentar a temperatura corpórea é necessário para produzir energia para a contração muscular e promover uma redistribuição do fluxo sanguíneo, privilegiando os músculos que serão utilizados”, diz.

Zogaib também considera controverso o alongamento dinâmico. “Os movimentos ativam todas as estruturas musculares, deixando-as de uma forma mais próxima da que o corpo vai usar na atividade seguinte. Porém, como opõem extensões com contrações, aumentam o risco de lesão se não forem feitos corretamente.”

Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, considera que o alongamento dinâmico pode ser arriscado e deve ser praticado sob supervisão por quem tem pouca experiência. O mais importante, para ele, é manter o bom senso. “Alongar não dói. Se isso acontecer, é porque a pessoa está na posição errada ou ultrapassando os limites.”

Mara Patrícia Traina Chacon-Mikahil, professora de educação física da Universidade Estadual de Campinas, acha o alongamento dinâmico interessante quando prepara o corpo para uma atividade que combine extensões e contrações de grupos musculares opostos, como vôlei ou futebol. “A vantagem é possibilitar uma ativação neuromuscular ao mesmo tempo em que ajuda a promover o aumento do metabolismo, preparando melhor o corpo para o esforço.”




 

Novembro 2009
D S T Q Q S S
« Mar    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Arquivos

Comentários

leeeo em No Equador, povo que vive até …
Alexandre em No Equador, povo que vive até …
Isabel Maria em Fascite plantar
Edson B. De Pieri em Fascite plantar
maria aparecida leit… em Fascite plantar

Já me visitaram

  • 35,959 malucos

Del.icio.us