Posts Categorizados ‘fascite plantar

21
Nov
08

Recuperada de um problema nos pés, Lucélia Peres volta às corridas de rua

Lucélia PeresA etapa de Brasília do Circuito de Corridas contará com o reforço de uma das principais fundistas brasileiras. Recuperada de uma fascite plantar (inflamação no tecido fibroso que liga o calcanhar à base dos dedos dos pés) que a atrapalhou durante a temporada, atual campeã sul-americana dos 10 mil metros e vencedora da edição de 2006 da São Silvestre, Lucélia Peres, correrá neste domingo os 10 km na 10ª e última prova do Circuito.
- Sei que será difícil brigar pelo pódio, pois ainda estou sem ritmo de competição. Quero usar essa prova para ganhar confiança e me preparar para a Corrida de São Silvestre – disse Lucélia, que fará a sua primeira corrida após um período de tratamento.

Última prova do calendário de 2008 do Circuito, a etapa de Brasília será palco da acirrada disputa pela liderança do Ranking CBAt de Corredores de Rua. A primeira colocada é Conceição de Maria Carvalho Oliveira, com 252 pontos, seguida de perto por Maria Zeferina Baldaia, com 247. Embora esteja fora da briga pelo título da temporada, Lucélia acredita que a disputa pela dianteira trouxe um atrativo a mais para a etapa de Brasília.
- É bom até para quem não está envolvida. Cria um clima decisivo e melhora o nível da prova, pois todas terão de correr em um ritmo forte.

13
Nov
08

Fascite plantar

pé

A fescite plantar é um dos problemas mais comuns em corredores. É uma inflamação na fáscia plantar, um tecido fibroso que recobre toda a sola do pé, do calcanhar aos dedos. É caracterizada por uma dor localizada próxima ao calcanhar, como se houvesse uma pedra sob a sola dos pés. Essa dor é mais intensa nos primeiros passos pela manhã, ou após longos períodos de descanso, melhorando gradativamente com o aquecimento.

Há diversas prováveis causas da fascite plantar, tais como:

  • Encurtamento da musculatura da panturrilha
  • Musculatura do pé muito fraca
  • Pronação excessiva (pé chato, que vira para dentro durante a pisada)
  • Tênis inadequados à pisada
  • Excesso de peso

Seu diagnóstico é dado após uma ultrassonografia da sola do pé, onde o ortopedista constata uma hiperextensão ou ruptura das fibras da fáscia. É importante realizar esse exame pelo fato de haver outros problemas com sintomas parecidos, como inflamação do tecido adiposo do calcanhar, fratura por estresse no calcâneo, entre outros.

Seu tratamento é controverso. Inicialmente, todos os especialistas recomendam o tratamento da inflamação, com o uso de anti-inflamatórios via oral, spray local e aplicação de gelo.

Alguns médicos recomendam repouso absoluto, utilizando-se de palmilhas caríssimas especiais, feitas sob medida, para uso nos dia-a-dia. Outros já recomendam somente redução nos níveis de intensidade e volume de treinamento, mudança de tipo de piso (normalmente areia ou grama) e indicam o tênis adequado ao tipo de pisada do atleta.

Porém, é na indicação do alongamento da fáscia plantar que está a maior controvérsia.

Eu, atleta que lhes escrevo, tive fascite plantar. Sofri por alguns meses com esse problema. Procurei dois médicos. O primeiro me indicou anti-inflamatórios via oral, a tal palmilha caríssima especial, mandou parar com todo tipo de corrida e até com o ciclismo, podendo somente nadar. E me indicou também uma série de alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha. Parei de correr e de pedalar, tomei os anti-inflamatórios e fiz todos os alongametos indicados (mas não comprei a palmilha caríssima especial). Resultado: a “pedrinha” no calcanhar se tornou um pedregulho.

O segundo médico também indicou os anti-inflamatórios, gelo local e uma palmilha simples, para ser usada no dia-a-dia (e que custou 5 vezes menos que a outra). Indicou também uma série de exercícios para fortalecimento da musculatura dos pés e das pernas. Disse que eu poderia continuar a correr, mas somente em pisos macios e com tênis que controlassem a pronação. Não me passou qualquer tipo de alongamento, dizendo que isso deveria ser feito somente após a total cicatrização da fáscia, como prevenção a uma nova inflamação. Resultado: em 15 dias eu estava curado, treinando normalmente.

Procure um médico ortopedista especialista em esporte. E procure uma segunda opinião. Até uma terceira se for necessário.

A fascite, ao contrário do que dizem, tem cura. E rápida.

O alongamento deve ser realizado como prevenção, e não como forma de tratamento. Não há necessidade de se investir numa palmilha ultra-cara. Há diversos tênis que corrigem a pronação dos pés sem cobrarem mais por isso.

O fortalecimento da musculatura dos pés e da perna – principalmente da panturrilha e da região anterior – também são essenciais para se prevenir a fascite. Com essa região fortalecida, a planta dos pés não “desaba”, impedindo a hiperextensão da fáscia.

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