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10
Dez
08

brasileiros entre os melhores no ranking da IAAF

marilson-dos-santosA Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) divulgou em seu site o ranking mundial de atletismo da temporada. Nas provas de corrida, o Brasil marcou presença entre os dez primeiros colocados no revezamento 4 x 100 m masculino e feminino.

Vicente Lenílson, Sandro Viana, José Carlos Moreira e Bruno Lins ficaram na 5ª posição da lista, com 38s24 no 4×100. Já as mulheres terminaram na 9ª colocação, com Lucimar Moura, Rosemar Coelho Neto, Rosângela Santos e Thaíssa Presti, e o tempo de 43s14.

Maratona
Marilson Gomes dos Santos ficou entre os melhores em duas categorias. O vencedor da Maratona de Nova York figura na 48ª posição nos 42 km, com o tempo de 2h08min43s estabelecido nos Estados Unidos, e na 44ª colocação nos 10.000 metros, com a marca de 27min35s05.

O primeiro colocado no ranking da IAAF na maratona foi o etíope Haile Gebrselassie, com o tempo de 2h03min59s, atual recorde mundial, estabelecido em Berlim. Entre as mulheres, a melhor marca de 2008 foi decretada pela alemã Irina Mikitenko. A atleta completou os 42 km da Maratona de Berlim em 2h19min19s. O recorde mundial feminino é da britânica Paula Radcliffe, com 2h15min25s.

01
Dez
08

Estudioso acredita que recorde dos 100 m rasos pode chegar a 9s48

O mundo todo ficou impressionado quando, com folga, o jamaicano Usain Bolt venceu a final olímpica dos 100 m rasos e cravou o recorde mundial da distância, com 9s69. Mas, segundo um estudioso norte-americano, a marca da prova mais tradicional do atletismo pode cair ainda mais, chegando a 9s48.

usain_bolt_apLogo depois do feito de Bolt em Pequim, o professor de biologia Mark Denny, da Universidade de Stanford, propôs-se a estimar qual o limite do ser humano. Depois de pesquisas e análises, concluiu que entre os homens é possível baixas em 21 centésimos a marca feita pelo jamaicano.

“Meus resultados mostram que a velocidade tem limites. Mas não é possível saber o que conta para eles serem atingidos”, afirmou Denny, que publicou seus estudos na revista Journal of Experimental Biology .

Para chegar às suas conclusões o biólogo usou material datado do século 19. E não se baseou apenas em humanos. Ele estudou corridas de homens, cavalos e cachorros. O que o impressionou é que os animais atingiram um limite, enquanto os homens ainda estão em evolução para chegar a isso.

“Em cada caso, é possível definir um limite de velocidade absoluto. E o recorde atual (de Bolt) se aproxima do que se pode prever como um máximo”, disse o professor, de 57 anos. Segundo ele, é impossível prever quais as limitações que ainda deixam o homem deste suposto limite. Mas, diz no estudo, as restrições durante as provas são tanto por fatores físicos quanto por psicológicos.

Para Bolt, ficou claro que o tempo poderia ser mais próximo das marcas estudadas por Denny. Antes do fim dos 100 m rasos, o velocista chegou a bater no peito e comemorar. Segundo outro estudioso, o físico Hans Eriksen, o jamaicano poderia ter cravado 9s55 na final olímpica.

Ele ainda afirma que nos 200 m o menor tempo seria de 18s63, contra os 19s30 feitos por Bolt na China. Já a maratona nunca baixaria de duas horas. Para ele, o limite seria 2h00min47s, frente aos atuais 2min03s59 do etíope Haile Gebrselassie.

Mais recordes
Entre as mulheres, o tempo mínimo nos 100 m rasos pode chegar a 10s39, segundo a estimativa de Mark Denny. Portanto, a distância na categoria feminina de seu limite estaria mais próxima de ser atingida, já que o atual recorde mundial é de Florence Griffith-Joyner, dos Estados Unidos, com 10s49 (1988), apenas um décimo mais lenta.

No entanto, Denny usou o tempo de 10s61, feito pela corredora em outra prova, já que Florence teve uma pequena ajuda do vento para atingir o tempo do recorde. O professor explicou que os tempos mais velozes para as mulheres são sempre “de 9,3% a 13,4% mais lentos do que os dos homens.”

05
Nov
08

A aposentadoria de Vanderlei Cordeiro de Lima

081104vanderlei2Após a conquista do bronze nas Olimpíadas de Atenas em 2004, Vanderlei teve uma série de lesões, que o desmotivaram e o impediram de tentar uma vaga nas Olimpíadas de Pequim.

A mais séria de todas, uma pubalgia (inflamação na região do púbis), levou o atleta a tomar a decisão de se aposentar. E já tem data marcada: dia 31 de dezembro, na São Silvestre.

Vanderlei é o único medalhista brasileiro na maratona Olímpica, além de ter dois ouros em pan-americanos. Após a aposentadoria, o atleta, hoje com 39 anos, vai se dedicar a promover o atletismo pelo país.

Muita gente se inspirou em Vanderlei para começar a correr. Eu fui um deles. E essa notícia me entristeceu bastante. O importante é que ele continue trabalhando em prol do esporte, como disse. Isso se nenhum ex-padre atrapalhar…

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04
Nov
08

Descoberta a causa da morte do brasileiro na Maratona de New York

Um laudo médico emitido hoje, dia 04/11, deu a causa da morte de José Carlos Gomes.

Segundo os médicos do Hospital Lenix Hill, José Carlos sofreu uma parada cardíaca. Ainda segundo o laudo, o brasileiro já sofria de problemas cardíacos.

Ele corria pela primeira vez em New York, junto a mais 3 colegas, premiados pela empresa em que trabalham, a SulAmérica Seguros. Segundo a empresa, José Carlos participava do projeto “Atletas SulAmérica”, e realizava exames médicos periódicos, sendo o último pouco antes de embarcar para os EUA. E os resultados desse exame indicaram-no apto a correr.

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03
Nov
08

Marilson troca a São Silvestre pela Disney World

Após conquistar o bi-campeonato na Maratona de New York, Marilson diz ser improvável sua participação na São Silvestre desse ano. Segundo ele, o tempo de recuperação será muito curto, impossibilitando alcançar o desempenho desejado.

Marilson tem outros planos: curtir umas férias com Juliana, sua esposa, na Disney World. Eles só retornarão ao Brasil na próxima segunda-feira. Após seu retorno, Marilson ainda participará de diversos eventos de seus patrocinadores, dificultando ainda mais sua preparação para a São Silvestre.

O atleta quer encerrar o ano com o pé direito. Melhor ser lembrado como o vencedor da última Maratona de New York do que como aquele que poderia ter vencido a São Silvestre e se tornar o maior vencedor da década e não venceu.

E também ele merece um descanso. Com US$160.000,00 a mais na conta bancária, haja férias pra gastar tudo isso…

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03
Nov
08

Atleta brasileiro morre após maratona de New York

A notícia da vitória de Marílson ontem na Maratona de New York foi ofuscada por outra notícia envolvendo um brasileiro.

O paulista Carlos José Gomes, de 58 anos, passou mal após cruzar a linha de chegada, com 4h30. Ele foi socorrido no local pela equipe médica, e encaminhado ao hospital local, em Manhattan, mas veio a falecer horas depois, de causa até agora não revelada.

Outros dois atletas, um de 59 e outro de 41 anos, tiveram ataques cardíacos e também foram socorridos. Ambos ainda estão hospitalizados.

Isso mostra a importância de se conhecer os próprios limites e treinar sempre sob a orientação de um especialista. Uma boa opção para quem corre simplesmente por prazer, é utilizar um MONITOR CARDÍACO. Logo publicarei um artigo sobre eles, com os modelos mais indicados a corredores e como utilizá-los.

Estou preparando também uma PLANILHA para treinamento baseado em cima da frequência cardíaca de cada um, através de dados como peso, idade, condicionamento… aguardem.

02
Nov
08

Marilson é bi em New York

Nova York (EUA) - Campeão da corrida em 2006, Marilson Gomes dos Santos repetiu o resultado e venceu a Maratona de Nova York neste domingo. O título foi conquistado com o tempo de 2h08min45 (não-oficial), usando gorrinho e luvas como na vitória anterior.

O brasiliense assumiu a ponta pela primeira vez com pouco mais de 1h30 de disputa, ele assumiu a primeira colocação, mas sofreu a marcação forte do marroquino Abderrahim Goumri. Os dois se alternaram na liderança, mas Goumri teve de se contentar com a segunda posição.

Vice no ano anterior, o marroquino pressionou e conseguiu ultrapassar o brasileiro próximo ao quilômetro 35, passando a investir em um ritmo ainda mais puxado na rua. De tempos em tempos, Goumri olhava para trás para conferir o desenvolvimento de Marilson, que não desistiu.

Na entrada do Central Park, o maratonista brasiliense retomou a primeira posição e conseguiu se distanciar do marroquino, que já não conseguia mais buscar o sprint. A competitividade foi a marca da edição novaiorquina deste ano. Além de Marilson e Goumri, o queniano Paul Tergat também investiu na conquista do troféu. O trio, juntamente com o também queniano Daniel Rono, abriu boa vantagem próximo ao quilômetro 30, mas nos últimos quilômetros apenas Marilson e Goumri tiveram fôlego para continuar na briga.

O bicampeonato de Marilson serve para aplacar a frustração pelo resultado obtido nos Jogos Olímpicos de Pequim. Cotado entre os favoritos para o evento, o brasileiro não conseguiu completar o percuso. Já Goumri terminou a corrida chinesa na 20ª colocação.

Recordista sul-americano dos 5.000m e 10.000m, bicampeão da Corrida Internacional de São Silvestre, Marilson repetirá o gesto de tocar o sino na encerramento das operações na Bolsa de Valores de Nova York, honra reservada a todo campeão da prova.

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